27 de setembro: Dia Mundial do Turismo

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O que os números apresentam sobre o setor e a participação da população local no desenvolvimento do turismo

O tema que marca as comemorações do Dia Mundial do Turismo neste ano – “Turismo e empregos: um futuro melhor para todos” – está diretamente ligado aos dados apresentados recentemente no relatório da Organização Mundial do Turismo (OMT). O documento revela que as mulheres já são maioria nos empreendimentos turísticos dos 158 estados membros da OMT. Segundo a pesquisa, elas ocupam 60% dos postos de trabalho no turismo dos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD). O número é maior do que os 47% do setor de serviços e os 43% correspondentes aos outros segmentos da economia.

A pesquisa também aponta para a presença das mulheres no empreendedorismo no turismo e hotelaria.  A taxa global de empreendedoras nos dois setores é de 36%, comparado com 22% de todos os outros setores combinados. No Brasil, os números não são diferentes. As mulheres somam 56% da força de trabalho do turismo.

O estudo destaca também a capacidade do turismo de gerar empregos para os jovens. Em países membros do OECD, 47% dos trabalhadores são jovens com idades entre 15 e 34 anos, comparados com 32% em outras áreas econômicas. No total, de acordo com a OMT, 10% dos empregos no mundo estão sendo gerados por essa atividade econômica. A OMT celebra a inclusão do turismo nas agendas de alto nível de órgãos multilaterais como a 26ª Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo (2018) e da Reunião do G20 em Osaka (2019), de onde saíram declarações que reconhecem o turismo como ferramenta para atingir as metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030.

Os números apresentados pela OMT só reforçam o potencial do setor para desenvolvimento de nossas comunidades, e não seria diferente em Foz do Iguaçu. 54% da renda das famílias vem da indústria do turismo, fato que demonstra que esta é a principal atividade econômica local. No entanto, a divisão geográfica da cidade muitas vezes não permite que o morador perceba o grande fluxo de visitantes recebidos, o que se comprova pelos 1,8 milhão de visitantes do Parque Nacional do Iguaçu (2018) e pelo posicionamento da cidade como a 3ª em número de visitantes estrangeiros no Brasil (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, 2017).

Basileu Tavares, Diretor Executivo do Visit Iguassu, destaca a relação entre a atividade econômica e a comunidade local. “Em Foz do Iguaçu não temos outras indústrias tão grandes e representativas quanto a indústria do turismo. No entanto, grande parte da comunidade não percebe sua relação com esse setor. O fato é que mesmo que um estabelecimento não preste serviços ou não comercialize produtos diretamente aos nossos visitantes, ele está, no mínimo, atendendo as famílias que vivem desta indústria”. O executivo ressalta que o turismo depende do desenvolvimento da cidade e, por ser a sua principal atividade, a cidade depende do desenvolvimento do turismo.